sábado, 28 de março de 2015

Ele controla tudo, mas isto...isto não controla.

Amo olhar para ele. Simplesmente olhar.
Mas amo especialmente quando o tenho deitado ao meu lado, mesmo do meu lado, naquele seu estado mais angelical possível. Amo que, no meio de umas das minhas insónias, o possa ter do meu lado como quem me apoia, mesmo sem ele saber. A presença dele, deixa-me calma, como se não houvesse outro lugar onde quisesse estar…só aqui.
Sei que ele não sabe, nem sequer sonha que eu passo horas a vê-lo a dormir enquanto não consigo acalmar o cérebro. Ele não sabe, e nunca vai saber.
Neste momento tenho as ideias confusas, vista cansada, corpo dorido depois de mais um dos  365 dias do ano. Dias que parece que passam cada vez mais devagar. O que eram antes dias alegres e rapidamente acabados, são hoje noites em claro, em que não consigo dormir mais de cinco horas seguidas…se calhar nem chega a tanto.
Hoje sou insónias. Ontem e hoje, e provavelmente amanhã também.
Sinto que me falta tudo, embora tenha praticamente tudo. Sempre me esforcei para alcançar todo os meus objectivos..
Há uma parte de mim que o ama, sei que há uma parte de mim que tem medo de o perder. Acima de tudo sei que ele me ama. Não sei como é que o sei…na verdade, não sei porque é que o sente…
Ele mesmo a dormir continua a ser senhor de si. A forma como mesmo neste estado puro consegue ser charmoso, atraente e sensual.
Sempre o achei perfeito.
Aquele riso por que milhares caíam e provavelmente ainda caem de amores, aquele olhar misterioso que sempre me fez questionar a mim mesma sobre as minhas capacidades de realmente o conseguir desvendar, aquele rosto que sempre fez turistas se apaixonarem, aquele rosto que me faz viajar e faz de mim também uma turista que procura saber mais, aquele corpo que sempre muitos desejaram.
Sei que não fui a primeira e ainda bem que não fui. Agora tenho a certeza que se o fosse não ia conseguir aguentar com tanta pressão psicológica. Mas também não fui a vigésima nem coisa parecida, graças a Deus.
Tenho saudades de quando o via a olhar para mim. Olhava para ele, olhos nos olhos, e sentia paixão e felicidade. Ele sempre foi muito expressivo.
Lembro-me de quando tudo começou, de como se desenvolveu, do esforço que fiz para o conquistar, da maneira como ele me sorria e me lançava aquele olhar doce e tão sensual. Lembro-me das tardes que passámos, das noites e dos risos. Tenho saudades de tudo.
Nunca eu soube que ia amá-lo tanto…
Tenho saudades dos tiques dele. A forma como ele se penteava, o facto de ter comichão na barba, a expressão dele quando pensava e começava a coçar a cara. Saudades de o ver a jogar e ouvi-lo a gritar a gozar com os amigos porque marcou um simples golo que para ele era o melhor do mundo.
Lembro-me das noites que passávamos a ver filmes ou a vê-lo a jogar. Lembro-me da facilidade que era estar com ele. De como a vida ganhava sentido. De como tudo parecia mais fácil…ele fazia todos os problemas desaparecerem. Tinha sempre a palavra adequada para cada momento, o conselho infalível naquele doce tom de voz.
Sei que o que vivi com ele nunca viverei com mais ninguém. Não porque o tempo não volta atrás, mas sim porque como ele não há outro. E mesmo que houvesse, continuava a quere-lo na mesma.
Porque ele é ele.
Acho que é isto o que significa amar alguém. Ou melhor, é isto que significa amá-lo. Precisar dele na minha vida, uma parte de mim depende daquele homem.
Não no sentido físico mas no emocional, espiritual.
Estou capaz de acreditar que se vivi 100 vidas antes, então em que todas nos encontrámos e nos amámos, porque mais forte que isto não há.
Estou aqui, sem ele, não o oiço, não o sinto. O que me acalma é pensar ou ter esperança de o poder voltar a sentir daqui a uns meses e saber que ainda o posso fazer feliz, dizer que o amo e que vou sempre amá-lo e que é tudo para mim.
E é por isso que sou insónias. Sou insónias porque se adormeço, acordo logo ao final de duas horas de sono, porque não suporto pensar que não o tenho aqui, não suporto não cuidar dele agora, não suporto o facto de ele estar longe de tudo, longe de mim, dos amigos e do país dele.

O facto de ao fechar os olhos por dois segundos que seja é-me suficiente para saber que é com ele que quero estar, seja na vida na Terra ou na dimensão a seguir. 

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