sexta-feira, 25 de julho de 2014

Mulheres!

Há quem diga que as mulheres são o ser mais complicado à face da terra! Talvez sim, talvez não! Eu sou mulher e posso vir a esclarecer isso. Nem todas as mulheres são complicadas, mas também nenhuma é descomplicada. Se formos a ver, a mulher pode ser o sexo mais frágil, como também pode ser o sexo mais forte, muitos homens dizem que as mulheres são falsas. Sim somos falsas, queremos tudo e não queremos nada, temos tudo e não temos nada, gostamos de tudo e não gostamos de nada. Nós mulheres somos um ser estranho que por vezes, consegue ser meigo e carinhoso, sensível e fraco, outras vezes, somos arrogantes e mal encaradas, fortes somos um ser completamente incompreensível. Mas vou ser sincera, nenhum homem faz verdadeiramente um esforço para nos compreender. Vou explicar como um homem pode compreender e lidar com uma mulher, pelo menos uma mulher como eu. Nós mulheres gostamos de coisas simples. Uma flor arrancada, um beijo na testa, uma mensagem de bom dia e um telefonema a meio do dia, conquistam-nos muito mais do que presentes caros e saídas, não digo que uma ida ao cinema, ou de vez em quando um almoço ou um jantar a dois não seja bom, mas mulheres conquistam-se com coisas simples. Gostamos de receber elogios, como "minha pequena", "minha tudo", "minha estupida". Somos ciumentas, odiamos que nos façam sentir ciúmes de amigas vossas, odiamos que olhem para alguma outra mulher ao pé de nós, mesmo que saibamos que o fazem só para nos provocar, odiamos que nos troquem por alguma outra coisa, se querem sair com os amigos digam-nos, porque nós vamos compreender, mesmo que façamos uma birra, nós compreendemos, pois nós também gostamos de sair com as nossas amigas, gostamos também de jogar jogos contra vocês, porque se perdemos, vamos fazer birra, só para nos abraçarem e dizerem que nos amam. Vamos esforçarmo-nos para vos agradar, porque vocês são a coisa que mais amamos, vamos chamar-vos de "estupido", "ciumento", "criança", vamos desonrar-vos de tudo, pois é a nossa maneira de vos demonstrar que vos amamos, não somos lá muito boas com as palavras, ficamos envergonhadas, e por vezes não dizemos coisa com coisa, quando nos dizerem que nos amam, vamos sorrir e abraçar-vos vamos ficar tão felizes, que só não gritamos para não parecer mal, mas quando se forem embora, mesmo sem nossa vontade, gritaremos de felicidade, gritaremos que também vos amamos, mas preparem-se porque somos desconfiadas, e podemos fingir que acreditamos para ver até onde são capazes de ir, quando vos perguntamos algo, é porque já sabemos a verdade, por isso não nos mintam, odiamos isso. Nós mulheres somos assim, um ser frágil e poderoso ao mesmo tempo, os homens pensam que não, mas odiamos que tentem mandar em nós, se nos sentirmos obrigadas a algo, vamos apenas ignorar-vos. Até que vos dizia mais sobre nós, mas se assim o fizer, vocês não iram ter a mínima curiosidade de nos conhecer, mas acreditem, nem todas as mulheres são assim, existem aquelas que são tal e qual como alguns homens, porcas e sem vergonha de nada, e não, não estou a falar das que se vendem, estou mesmo a falar das mulheres que se fazem de santas, e santas não têm nada.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A inocência de criança

Quando eu era mais nova punha os braços dentro da t-shirt e dizia às pessoas que os tinha perdido. Eu dormia com todos os meus peluches para que nenhum ficasse ofendido ou se sentisse desprezado. Eu tinha aquelas canetas que usava para a escola com 6 cores e carregava nelas ao mesmo tempo a ver se dava para escrever com elas todas ao mesmo tempo. Punha sumo nas tampas das garrafas e fingia que estava a beber shots. Eu metia-me sempre atrás das portas para assustar as pessoas mas saia sempre antes ou porque elas demoravam a aparecer ou porque tinha de fazer xixi porque ficava sempre com vontade de o fazer quando me escondia. Fingia que estava a dormir no sofá para que o meu pai me levasse ao colo para a cama, ou fingia que já estava a dormir para me irem dar um beijo de boa noite. Eu costumava pensar que a lua seguia o meu carro e olha para aquelas duas gotas de água que corriam pela janela quando chovia como se fosse uma corrida e começava o jogo de novo cada vez que perdia. Eu sempre que passava na passadeira tinha o cuidado de só pisar a parte branca porque achava engraçado. Eu brincava as lojas no meu quarto porque achava que trabalhar na caixa do supermercado era brutal.
Fingia casamentos e já fui o padre porque não tinha nada para fazer e era lindo naquela altura. 
Lembro-me de ser criança e querer crescer para ser adulta o mais rápido. Onde é que eu tinha a cabeça?

segunda-feira, 21 de julho de 2014

É isso....

Eu quero viver com simplicidade. Eu quero sentar-me perto da janela quando chover e ler livros. Não quero ser testada. Quero pintar porque eu quero, não porque tenho algo a provar. Eu quero ouvir o meu corpo, a cair no sono quando a lua está alta e acordar lentamente, sem nenhum lugar para correr. Quero ligar o rádio e ouvir música até me cansar. Eu não quero ser governada por dinheiro ou relógios ou qualquer uma das restrições artificiais que a humanidade impõe a si mesma. Eu só quero ser, sem limites e infinito.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Eu mudei...

Pois é! Achei que se eu mudasse a minha forma agressiva de ser, se eu deixasse de lado as minhas vontades e até alguns sonhos que tu farias o mesmo por mim. A verdade é que eu pensava que tu me amavas e, no fim, só quis corresponder ao que achava que sentias por mim.
Inocente né?! E sabes o que é o pior de tudo? É que tu nem me iludias, é irônico eu criei fantasias e iludi-me sozinha sem ter bases nenhumas. Calma, a culpa não é tua.. Foste esperto, apenas aproveitaste o máximo que podes-te, e, quando percebeste o sentimento em mim fizeste o que todos os outros inteligentes(otários) fariam, foste embora.
E eu fiquei aqui, a tentar perceber onde é que eu errei. Chorei, analisei cada atitude minha e foi aí que a ficha caiu. Sinceramente já tinha caído a algum tempo mas preferi fechar os olhos e acreditar que tudo ia mudar. Que a tua forma de me ver ia mudar. Mas tu cego não viste que eu sempre te amei. Que tudo o que fazia era por ti. As músicas que eu ouvia era para me lembrar de ti. Os sorrisos que saiam de mim era por pensar em ti.
Abro o meu coração e deixei de lado todo o meu orgulho, o meu medo de sofrer só por me apaixonar por ti. Mas tu não viste, só tinhas olhos no prazer que eu poderia te dar, e nem sequer pensaste duas vezes antes de me deixar com estes sentimentos por ti.
Cansaste-te de mim não foi? Conseguiste tudo o que tu querias e até tudo o que não merecias.
Doeu, magoou e se tu queres saber ainda não cicatrizou por completo. Há aquelas músicas que eu tanto gostava e que já não posso ouvi-las. Ás vezes tenho recaídas, vem uma dor de saber que todo o meu sentimento para ti não teve valor algum...Mas passa..tudo passa!
Hoje eu acordei, olhei-me no espelho e aprendi a amar-me. Olhei para dentro de mim e vi que é uma estupidez desperdiçar isto contigo. Acordei, aprendi que quem perdeu com isto tudo foste tu. Sinceramente não me arrependo de nada do que fiz por ti, afinal dei o meu melhor, só me arrependo de ter feito mais por ti e menos por mim. Mas ok, eu mudei...

A vida deixou-me assim

Há uns tempos para cá, tornei-me uma pessoa fria, com um tipo de armadura, cheia de medos, dúvidas, desconfianças, absorvi muita coisa má ao longo do que passei, então comecei a prevenir-me, falei e jurei a mim mesma, nunca mais vou sentir aquilo, nunca mais quero sentir isto, não posso, não sei se vou ser forte o suficiente para outra destas, não sei se vou naufragar mais uma vez, é péssimo juntar os pedaços deixados pelas lembranças, muitos deles tiram-me o sono, prometi a mim mesma que não ia acreditar na ilusão, quando via que me estava a apegar muito saia como quem não quer nada, afastava-me sempre.
Mas como dizem "as melhores coisas veem quando menos esperamos". Eu sinceramente não sei se isso é verdade, mas ver o sorriso dele é das melhores coisas que eu menos esperava, é tão natural.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Amizade colorida

Já sentiste aquela vontade de agarrar um amigo e nunca mais o largares? Pois é, sentimos isso sempre. Mas e quando tu te apegas tanto a pessoa e começas a sentir outra coisa? E quando acabas por te envolver, ficam mais tempo juntos, não o queres largar mais, tens a vontade de o beijar, abraçar.
O que fazer? Nada, não tens o que fazer a não ser aproveitar.
O que é mais importante? A amizade ou o amor? Talvez a amizade talvez o amor.
O facto é que se alguma coisa der errado, além de acabar o amor, acaba a amizade, perdemos tudo quando arriscamos no amor. Por isso se tiveres alguém que te faz tão bem ao ponto de começares a ter outros sentimentos, para e pensa bem no que tu queres, porque depois de teres feito a escolha não tens como voltar atrás. Há pessoas que nos ouvem, que nos entendem, ralham quando estamos errados, apoiam-nos sempre, mas o importante é não trocar uma amizade por um talvez amor.
Todos dizem que se é amor não acaba, que o amor nunca deixa de existir e blábláblá, mas quando dizemos "amo-te", talvez seja só um sentimento forte que significa que nos sentimos bem ao lado daquela pessoa, que queremos ficar com ela um tempo ilimitado, que gostamos mas um gostar maior.
Não te enganes com o amor, não te iludas, porque para além de perderes a amizade talvez te decepciones e nunca mais sintas nada por ninguem.
Vale apena arriscar sim, mas será que vale apena arriscar uma amizade verdadeira e sincera apenas por carinho ou falta de um pouco mais que isso? Não, não vale.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Relato de uma tarde fantástica

Houve um dia da minha vida que eu simplesmente quis ficar sozinha longe de casa e o mais longe de mim mesma.
Mas alguém ousou deixar-me o mais perto do mar possível perto de umas árvores e ao sol. Esse alguém sentou-se ao meu lado como qualquer outro estranho se sentaria.
Eu estava a ler o meu livro, só sentia a presença dele, o que quebrava o nosso silêncio eram as gaivotas e as ondas. Ouvi-o a suspirar e de seguida perguntou-me se eu sabia a história daquelas árvores, eu respondi logo que não porque era raro sentar-me ali. Contou-me que as raizes tinham nomes de pessoas.
Deixamos de lado o conto e o silêncio predominou e passado poucos minutos quebrou-se o silêncio mais uma vez, disse-me que talvez era a menina mais bonita e de uma seriedade incrivel com uma simpatia maravilhosa e os meus olhos escondiam algo que deixava o meu coração o mais apertado possível.
Ele era como eu apenas queria conversar e contar as historias dele, falta de atenção e um breve dialogo com um estranho na vida dele.
Conversamos durante horas e esquecemos-nos que estavamos ali apenas a querer ficar sozinhos.
Começou a anoitecer e tivemos que dizer adeus, com muita felicidade despedimos-nos um do outro e sem olhar para tras fomos embora das nossas vidas.